sábado, fevereiro 24, 2007

A vez dele

E eis que ele nos faz o mesmo que lhe temos vindo a fazer.
Ele tantas vezes invadido, poluído, destruído, saqueado, esvaziado dos seus pertences, dos seus seres, dos seus filhos, da sua vida. Ele a quem tantas vezes faltamos ao respeito.

Eis que se farta e avança, recuperando tudo aquilo que um dia lhe pertenceu.
Invadindo, poluindo, destruindo...


Em terra as queixas de sempre. São os outros. E os outros, os responsáveis, esses é que tem de agir. Como se não fôssemos todos parte do problema. Como se eu não tivesse qualquer impacto ambiental com a vida que levo. Como se não tivesse contribuído para o aquecimento global, para o degelo nos pólos, para uma sociedade em que o ordenamento do território não toma nem nunca tomou em conta o próprio território. Que não respeita a essência, que não respeita o essencial.

Como é bom saber que o homem não pode cimentar o Mar.

3 Comentários:

Blogger Angela Ursa disse...

Hugo, tópico muito importante. E sua última frase tem um grande impacto: "ainda bem que o homem não pode cimentar o mar". Beijos!

5:28 da manhã  
Blogger Avusa disse...

esta tua última frase valeu o dia.

abraços

1:51 da tarde  
Blogger zooexotico disse...

Será que não pode mesmo???
Eu já não digo nada...
:-(

10:33 da tarde  

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